Perdoe-me por começar contando dos teus erros,
Mas é que dos meus já me fadiguei.
Você ontem calou o meu choro
Com sua breve falha de remediar,
Justificar o injustificável.
Saiba que para o coração de uma mulher
Só se devem rosas,
Rosas não dadas como dívidas,
Rosas dadas como agradecimento
Por saber dos segredos de natureza profunda.
Lembrei-me dos meus dias de vazio,
E lembrei-me com lágrimas escorrendo,
Então saboreei tais lágrimas
Para nunca mais esquecer
O quão amarga é a decepção pela milésima,
Porém,
Última vez.
Imagino que agora teu corpo quente de verão
Não vá perceber minha ausência simplória,
Nem desejo isto,
Desejo distância de corpo e alma,
Por mim e não por ti,
Pois foi breve,
Mas me engoliu.
Dedico-te um doce verso,
Pois de amargo basta eu,
A culpa não foi sua de querer os pés no chão,
Assim como a culpa não foi minha de querer asas.
Então despeço-me,
Desculpo-me
E afasto-me pela centésima e última vez.

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