Das escolhas que fiz,
Você foi a mais difícil.
Mal "sem remédio",
Sem volta
E sem perdão.
Tua pureza me condena,
Eu não pedi defesa,
E o diabo sabe.
Mesmo que os anos passem,
E que os homens me inocentem
No papel,
Eu sei que,
A minha chama interna
Dia há de se consumar em carne,
E por fim nada mais que pó
Há de sobrar.
Mas e quanto a minha alma?
Essa dor cessa pós a morte?
Mesmo que tudo se volte a meu favor,
Eu desdenho,
Mereço sofrer,
Não quero defesa,
Já disse.
Eu tive escolha,
Tive que te ver escorrer de mim,
Como vinho não encorpado,
Que não me deixa esquecer,
Entorpecer.
Só lamento ter perdido teu sorriso,
Teu sol se pôs,
Sem ao menos ter nascido.

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